ORTOMOLECULAR

MEDICINA ORTOMOLECULAR

Muitas pessoas nos pergutam o que é medicina ortomolecular, e outras tantas têm uma visão parcial da sua aplicação, geralmente relacionando-a com emagrecimento.

A expressão ortomolecular é formada a partir do encontro de duas palavras com origem no grego; orto (certo, equilíbrio) e molecular (molécula). Foi usada pela primeira vez pelo químico, bioquímico e pesquisador médico Linus Carl Pauling (1901-1994), duas vezes laureado com o prêmio Nobel (Química em 1954 e da Paz em 1962). Considerado o pai da biologia molecular, ele utilizou este termo em um artigo intitulado "Psiquiatria Ortomolecular" publicado em 1968 na revista Science , propondo que distúrbios mentais poderiam ser tratados pela correção de desequilíbrios ou deficiências de constituintes cerebrais tais como vitaminas e outros micronutrientes. Em 1970, Linus Pauling estendeu o conceito ortomolecular a medicina como um todo.

A medicina ortomolecular, também chamada mais recentemente de medicina biomolecular, entende que as doenças, com os seus sinais e sintomas associados, são o resultado do desequilíbrio entre os elementos básicos responsáveis pela manutenção da estrutura e funcionamento das células: os minerais, as vitaminas, os aminoácidos, os açúcares (carboidratos) e os diferentes tipos de gorduras (lipídios), tais como o colesterol e os ácidos graxos. Este desequilíbrio frequentemente está associado a maus hábitos de vida, exposição a elementos tóxicos ambientais e eventualmente a alterações genéticas. Na verdade, estas alterações moleculares geralmente estão presentes muito tempo antes da doença se expressar, e a identificação precoce e correção destes desequilíbrios poderia evitar o seu surgimento. Entretanto, mesmo a doença instalada, a abordagem da medicina ortomolecular pode e deve ser empregada junto com os tratamentos convencionais, tornando-os mais eficazes e minimizando os efeitos colaterais. Assim sendo, a medicina ortomolecular é uma ferramenta fundamental na medicina preventiva, mas também um aliado importante no tratamento e/ou controle das doenças, principalmente nas chamadas doenças crônico-degenerativas, cada vez mais prevalentes à medida que vai aumentando a expectativa de vida da população.

Um aspecto relevante na abordagem da medicina ortomolecular é a avaliação dos hábitos de vida e a influência dos fatores ambientais sobre a saúde do paciente.  Dificilmente qualquer esquema terapêutico vai produzir os benefícios esperados se estes aspectos não forem trabalhados e corrigidos. Conforme exposto acima, distorções em fatores como alimentação, padrão de atividade física, qualidade do sono, fumo, ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, estresse, uso de medicamentos ou drogas ilícitas, exposição a substâncias tóxicas no domicílio ou ambiente profissional, com muita frequência são os responsáveis pelo desequilíbrio no funcionamento celular que produz as doenças. Em algumas situações a simples correção destes fatores é suficientes para resolver os sintomas do paciente.

Dentro da abordagem ortomolecular é muito valorizado o conceito da individualidade bioquímica, que expressa a ideia de que cada organismo é único, com características genéticas peculiares, necessidades nutricionais específicas, metabolismo com características próprias, desequilíbrios e capacidade de resposta aos vários estímulos ambientais também únicos. Assim a abordagem diagnóstica e terapêutica deve sempre levar em conta as características particulares de cada indivíduo.

A medicina ortomolecular não é considerada uma especialidade médica, mas é uma prática reconhecida e autorizada pelo Conselho Federal de Medicina, conforme a Resolução 2.004/12, que veio ratificar a Resolução 1.938/10, e o seu exercício é de exclusiva competência e responsabilidade do médico.

 

 

RADICAIS LIVRES

Um conceito que está muito relacionado à medicina ortomolecular é o dos radicais livres. Os radicais livres são átomos ou moléculas que apresentam na sua camada mais externa um elétron isolado, isto é, sem outro elétron para formar o par. Este elétron não emparelhado torna o átomo ou molécula bastante instável. Na tentativa de readquirir a sua estabilidade o radical livre então reage com outras moléculas próximas, formando outros radicais livres num reação em cadeia, levando a alterações na estrutura e função destas moléculas, comprometendo a integridade celular. O metabolismo normal do nosso corpo forma radicais livres, que são neutralizados por substâncias chamadas antioxidantes, algumas produzidas no nosso organismo e outras encontradas nos alimentos ou suplementos que ingerimos. Radicais livres também são formados no nosso organismo à partir da ação de agentes físicos e químicos aos quais estamos expostos no ambiente que nos rodeia. Estes também são neutralizados pelo nosso sistema antioxidante. O problema ocorre quando a quantidade de radicais livres ultrapassa a capacidade de neutralização do nosso sistema antioxidante, seja por excesso de produção de radicais livres e/ou deficiência de substâncias antioxidantes. Este cenário é conhecido como "estresse oxidativo", que é um desequilíbrio com participação reconhecida e provada na origem ou no desenvolvimento da maioria das doenças crônicas e também no processo do envelhecimento. Um dos focos importantes de atuação da medicina ortomolecular é tentar diagnosticar o estresse oxidativo e melhorar a defesa do sistema antioxidante do organismo.

 

 

 

 

 

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